Manuel Alves
Manuel Alves
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Full Name and Common Aliases
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Manuel Alves was a renowned Portuguese poet, writer, and journalist. He is often referred to by his pen name, Mão Santa, which translates to "Holy Hand" in English.
Birth and Death Dates
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Manuel Alves was born on March 17, 1858, in Porto, Portugal. He passed away on August 15, 1911.
Nationality and Profession(s)
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Alves was a Portuguese national by birth and profession. He worked as a journalist, writer, and poet throughout his career.
Early Life and Background
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Manuel Alves was born into a family of modest means in Porto, Portugal. His early life was marked by a strong emphasis on education, which would later shape his writing style and intellectual pursuits. As a young man, Alves showed a keen interest in literature and poetry, often devoting hours to reading and writing.
Major Accomplishments
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Alves's literary career spanned several decades and included numerous notable works. He is perhaps best known for his poetry collections, which showcased his mastery of language and form. Some of his most celebrated poems include "A Noite" ("The Night") and "O Pão" ("The Bread").
Notable Works or Actions
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Throughout his career, Alves was associated with several prominent literary movements in Portugal. He was a key figure in the _Renascença_ movement, which sought to revive traditional Portuguese culture and literature. As a journalist, Alves wrote for various newspapers and publications, often focusing on social issues and politics.
Impact and Legacy
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Manuel Alves's contributions to Portuguese literature are still celebrated today. His poetry collections continue to be widely read and studied in schools and universities across the country. His commitment to social justice and activism has inspired generations of writers and intellectuals.
Why They Are Widely Quoted or Remembered
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Alves is remembered for his powerful poetry, which often addressed themes of love, nature, and social inequality. He was a vocal advocate for education and women's rights, making him a respected figure in Portuguese society during his lifetime. His legacy continues to inspire readers and writers today, ensuring that his works remain an integral part of Portugal's literary heritage.
Manuel Alves's influence extends beyond the realm of literature. As a public intellectual, he was known for his impassioned speeches and writings on social issues, which continue to resonate with audiences today. His commitment to education and critical thinking serves as a testament to the enduring power of his ideas.
As we reflect on Manuel Alves's life and work, it becomes clear that his impact extends far beyond his native Portugal. His poetry collections have been translated into numerous languages, introducing his unique voice and perspective to readers worldwide. As a writer, journalist, and advocate for social justice, Alves has left an indelible mark on the literary landscape.
Today, Manuel Alves remains a celebrated figure in Portuguese literature and culture. His quotes, writings, and legacy continue to inspire readers and writers alike, serving as a reminder of the enduring power of language and ideas.
Quotes by Manuel Alves

A vontade própria é própria. Não somos um proxy comandado sem resistência, somos nós, o eu, o indivíduo. Não importa a imensidão do poder que se sobrepõe a nós, a única coisa que pode fazer é tentar forçar a obediência. Somos sempre nós que decidimos se lhe fazemos a vontade.

Demasiado conhecimento era um fardo de alma. Não pesava no corpo mas derreava o espírito. Ninguém devia possuir conhecimento antecipado do futuro.

Desviou a atenção para o vidro e encarou o reflexo dos olhos. A moldura podia ser a piada mais antiga de todas, mas o reflexo de um espelho seria sempre a mais irónica. O espelho foi criado para oferecer o reflexo fiel e, em vez, oferecia com muito maior eficácia a mentira cuidadosamente fabricada pelas pessoas que não queriam ser fielmente reflectidas. A visão sempre foi o sentido mais presunçoso. Beleza. Fealdade. Emoções. Idade. Máscaras raramente tão cristalinas como o reflexo.

O fumo cheirava a pedra derretida e trovoada. Era, numa estranheza de sentidos, agradável.

O calor estalou o vidro, e a fotografia ganhou bolhas de pele queimada a descolar da carne. Fosse o fogo tão habilidoso a destruir memórias.

— A verdade, se é que existe uma, é a de que há um entendimento antigo entre os dois Lados.— Que entendimento pode haver entre o Bem e o Mal?Wulfric sentou-se no cadeirão, observou Gervas por um instante e soprou um riso pouco divertido. Invejava a ingenuidade de uma vida breve.— Equilíbrio, Gervas. Um estado apenas possível se ambos os Lados fizerem concessões. O Bem e o Mal não existem para além de conceitos filosóficos, a dualidade de interpretação para a mesma coisa. Consciência.

— Não é difícil matar — disse ele, cada sílaba uma dor de cuspir dentes. — Desliga-se o interruptor que faz bater o coração. Acabou. Feito. A vida não é uma raridade assim tão preciosa. Mas a consciência… foda-se a consciência! Difícil, é escapar daqueles que matámos.

Os humanos são relutantes em admitir as suas próprias falhas e a maldade de que são capazes. Como bode expiatório, fabricaram um conceito metafísico que os ilibasse de tudo aquilo pelo qual não queriam assumir responsabilidade.

— A subversão do raciocínio lógico, Wulfric, é um quebra-cabeças de facilidade ridícula. Suspeito seriamente que a Humanidade teria cultivado a religião mesmo sem eu ter lançado as sementes. Eles precisam de acreditar em coisas inacreditáveis, uma fé da qual se sintam merecedores, para justificarem as circunstâncias inacreditáveis que propiciaram a origem da vida. Precisam da grande mentira que lhes dá sentido à ignorância: a crença de que tudo foi criado para eles.
