Mário de Sá-Carneiro: A Life of Poetic Genius


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Full Name and Common Aliases


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Mário de Sá-Carneiro was born on March 19, 1890, in Lisbon, Portugal. His full name is Manuel Maria Barbosa du Bocage de Sá-Carneiro. For simplicity, he is often referred to as Mário de Sá-Carneiro.

Birth and Death Dates


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Mário de Sá-Carneiro was born on March 19, 1890, in Lisbon, Portugal. He died on April 25, 1916, at the age of 26, in Paris, France.

Nationality and Profession(s)


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Sá-Carneiro's nationality is Portuguese, and he worked as a poet and writer.

Early Life and Background


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Mário de Sá-Carneiro was born into a wealthy family in Lisbon. His father, Manuel Maria Barbosa du Bocage de Sá-Carneiro, was a member of the nobility, while his mother, Augusta da Silva Carneiro, came from a prominent merchant family. The young Mário showed an early interest in literature and music, which would become the defining features of his life.

Growing up in Lisbon, Sá-Carneiro was exposed to various cultural influences that shaped his artistic vision. He spent his childhood exploring the city's streets, parks, and libraries, developing a deep appreciation for the works of Portuguese masters such as Luís de Camões and Fernando Pessoa. This exposure laid the groundwork for his future writing style, which blended elements of Symbolism, Modernism, and Expressionism.

Major Accomplishments


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Sá-Careiro's literary career was marked by several significant accomplishments:

Poetic debut: Sá-Carneiro published his first book of poetry, "Mar do Sol," in 1912. This collection showcased his unique style, which combined elements of Portuguese folklore with modernist experimentation.
Symbolist influences: During his time in Paris, Sá-Carneiro was heavily influenced by the French Symbolist movement. He befriended prominent poets like Paul Verlaine and Stéphane Mallarmé, whose works inspired him to explore themes of emotional intensity and spiritual quest.

Notable Works or Actions


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Some notable works by Mário de Sá-Carneiro include:

"Poemas" (1914): A collection of poems that demonstrated his mastery of the Symbolist style.
"O Fado e a Saudade" (1915): An essay on the themes of nostalgia and longing in Portuguese culture.

Impact and Legacy


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Mário de Sá-Carneiro's influence extends far beyond his own country. His innovative use of language, imagery, and themes has inspired generations of writers worldwide:

Influence on Modernism: Sá-Carneiro's work played a significant role in shaping the Modernist movement in literature. His emphasis on emotional intensity, spiritual quest, and experimentation with language paved the way for other notable poets like T.S. Eliot and Ezra Pound.
Portuguese literary revival: In Portugal, Sá-Carneiro is remembered as a key figure in the country's literary revival during the early 20th century. His work helped to revitalize interest in traditional Portuguese themes and motifs while introducing innovative techniques.

Why They Are Widely Quoted or Remembered


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Mário de Sá-Carneiro is widely quoted and remembered for his thought-provoking poetry, which continues to captivate readers with its emotional depth and intellectual complexity. His influence on Modernism and the Portuguese literary revival has secured his place as one of the most important poets of the 20th century.

Quotes by Mário de Sá-Carneiro

Eu não sou eu nem sou o outro,Sou qualquer coisa de intermédio:Pilar da ponte de tédioQue vai de mim para o Outro
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Eu não sou eu nem sou o outro,Sou qualquer coisa de intermédio:Pilar da ponte de tédioQue vai de mim para o Outro
Ah!, a imaginação das crianças... onde achar outra mais bela, mais inquietadora, que melhor saiba frisar o impossível? ... (...) Porque nessa época ondulante da vida é-se apenas fantasia, crédula fantasia. Vem depois o raciocínio, a lucidez, a desconfiança - e tudo se esvai... Só nos resta a certeza - a desilusão sem remédio...
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Ah!, a imaginação das crianças... onde achar outra mais bela, mais inquietadora, que melhor saiba frisar o impossível? ... (...) Porque nessa época ondulante da vida é-se apenas fantasia, crédula fantasia. Vem depois o raciocínio, a lucidez, a desconfiança - e tudo se esvai... Só nos resta a certeza - a desilusão sem remédio...
As mesas do Café endoideceram feitas Ar...Caiu-me agora um braço... Olha lá vai ele a valsear,Vestido de casaca, nos salões do vice-Rei...(Subo por mim acima como por uma escada de corda,e a minha Ânsia é um trapézio escangalhado...)
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As mesas do Café endoideceram feitas Ar...Caiu-me agora um braço... Olha lá vai ele a valsear,Vestido de casaca, nos salões do vice-Rei...(Subo por mim acima como por uma escada de corda,e a minha Ânsia é um trapézio escangalhado...)
Que a loucura, no fundo, é como tantas outras, uma questão de maioria.
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Que a loucura, no fundo, é como tantas outras, uma questão de maioria.
Meu alvoroço de oiro e lua Tinha por fim que transbordar...- Caiu-me a Alma ao meio da rua,E não a posso ir apanhar!
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Meu alvoroço de oiro e lua Tinha por fim que transbordar...- Caiu-me a Alma ao meio da rua,E não a posso ir apanhar!
As minhas grandes saudades São do que nunca enlacei. Ai, como eu tenho saudades Dos sonhos que não sonhei!
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As minhas grandes saudades São do que nunca enlacei. Ai, como eu tenho saudades Dos sonhos que não sonhei!
Ventre de mãe fruto maduro,Ventre de mãe, ventre orgulhoso,Tu és um cofre precioso,Tu és o cofre do Futuro!
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Ventre de mãe fruto maduro,Ventre de mãe, ventre orgulhoso,Tu és um cofre precioso,Tu és o cofre do Futuro!
FimQuando eu morrer batam em latas,Rompam aos saltos e aos pinotes,Façam estalar no ar chicotes,Chamem palhaços e acrobatas!Que o meu caixão vá sobre um burroAjaezado à andaluza...A um morto nada se recusa,Eu quero por força ir de burro.
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FimQuando eu morrer batam em latas,Rompam aos saltos e aos pinotes,Façam estalar no ar chicotes,Chamem palhaços e acrobatas!Que o meu caixão vá sobre um burroAjaezado à andaluza...A um morto nada se recusa,Eu quero por força ir de burro.
A minha Alma, fugiu pela Torre Eiffel acima,- A verdade é esta, não nos criemos mais ilusões- Fugiu, mas foi apanhado pela antena da TSFQue a transmitiu pelo infinito em ondas hertzianas...(Em todo o caso que belo fim para a minha Alma)!...
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A minha Alma, fugiu pela Torre Eiffel acima,- A verdade é esta, não nos criemos mais ilusões- Fugiu, mas foi apanhado pela antena da TSFQue a transmitiu pelo infinito em ondas hertzianas...(Em todo o caso que belo fim para a minha Alma)!...
Eu não sou eu nem sou o outro,Sou qualquer coisa de intermédio
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Eu não sou eu nem sou o outro,Sou qualquer coisa de intermédio
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